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14 de out de 2013

Sábado à noite

                                                      
Tarde de sábado com céu encoberto. Depois do almoço, Tavares  ligou a televisão e deitou-se no sofá. Assim que se recostou nas almofadas, Marilena apareceu na sala :
- O que vamos fazer hoje à noite ?
- Ficar em casa. – Respondeu Tavares sem tirar os olhos da televisão.
-  Ah não ! Trabalho a semana inteira, sábado quero me distrair, nada de ficar em casa.
- E o que você sugere  ?– Perguntou Tavares entediado.
- Que tal irmos ao  motel ?.- Falou cheia de expectativa .
O marido passou a mão no queixo e antes de responder, moveu os lábios de um lado para o outro  :
- Mulher tem cada uma ! Temos uma cama no quarto onde fazemos  tudo o que se faz num motel e de graça.
Marilena  respirou fundo e deu outra sugestão :
- Que tal irmos ao cinema ?
- Hoje ? Fica muito cheio e eu não gosto da turma da pipoca. Aquele saco faz barulho. É pipoca voando na minha  cabeça, gente atendendo celular no meio da sessão. Cinema sábado é programa de índio.
- Então que tal visitarmos minha irmã ? .
-  Nada disso. O clima entre ela e o Aderbal não anda nada bom. Vai sobrar pra gente.
- Nossa Tavares, tudo tem problema  ! Então vamos sair para comer uma pizza ?!
-  Melhor pedir pelo telefone. Tô com preguiça de tirar o carro da garagem e trocar de roupa.
- Então faremos o quê ?
- Você eu não sei . Eu vou ficar em casa,  no meu sofazinho, vendo minha televisão.
- Então eu vou ligar para a Adélia. Vou chamá-la para ir ao cinema.
- Vai sim. Vai  se distrair. Você sabe que eu não me incomodo.
Marilena saiu da sala e foi para o quarto telefonar. Tavares, aliviado, virou pro lado e adormeceu com a televisão  ligada.
Por volta das oito da noite,  Marilena apareceu na sala e se despediu do marido .
- Estou indo. Se tiver com fome tem sanduíche.
Tavares fingiu interesse e  comentou, displicente :
- Que horas você volta ?
- A sessão começa ás nove. Depois vou lanchar com a Adélia. Devo chegar meia-noite.
- Vai de carro ou de táxi ?
- A Adélia vai passar na esquina  pra me pegar. Deixa eu ir. Estou atrasada. Tchau.
Assim que a mulher saiu, Tavares pegou o telefone e  fez uma ligação :
- Ela já foi. Vem pra cá. Temos até meia –noite. Traga o material.
Desligou esfregando as mãos, empolgado. Foi até a geladeira, pegou uma cerveja  e tomou o primeiro gole com satisfação. A campanhia tocou. Tavares correu para atender. Era o vizinho Arnaldo  que foi entrando  sem pedir licença :
- Ô rapaz, você não sabe onde colocou as peças?
- Acho que a  Marilena sumiu com elas. Você trouxe ?
- Claro. E  eu vacilo ? Tá tudo aqui.
- Então vamos começar o jogo, que hoje lhe dou um mate pastor. – E riu com ar desafiador.
Enquanto Tavares e Arnaldo iniciavam a partida de xadrez, Marilena entrava no carro de Serginho, filho de Arnaldo :
- Tem certeza de que seu pai não desconfia de nada?
- Tenho. Ele é muito desligado!
- Será que ele  foi  lá pra casa jogar xadrez com o Tavares  ?
- Com certeza. Falou na revanche a semana inteira.
Riram com ar de cumplicidade. Marilena beijou Serginho, carinhosamente  :
- Vamos nos divertir muito hoje. Em qual motel nós vamos ?
- Que tal naquele com cadeira erótica ?
- Adoro. Ele tem aquela  cascata colorida, que me faz sentir uma estrela em hollywood !
- Trouxe o  talão de cheques ?
- Claro, Serginho. Não precisa se preocupar.
- E a Adélia ? Vamos pegá-la na esquina de casa ?
- Não, ela está esperando no lugar de sempre. O marido é desconfiadíssimo.
Serginho pigarreou,  se ajeitou no banco do motorista, deu uma olhada no espelho e depois de mexer nos cabelos, pensou que, para os seus vinte e dois anos de idade, passar a noite de sábado com duas coroas fogosas , era muito excitante. Embriagada pela promessa de momentos de prazer, Marilena comentou com ar sonhador olhando pela janela :
- O tempo está melhorando. Acho que amanhã vai fazer sol.

Serginho sorriu  e ligou o rádio. A voz da cantora Ana Carolina tomou conta do ambiente.  Seguiram acompanhando a música  em pensamento, excitados com a idéia de viverem , mais uma vez, o doce sabor do pecado.

5 de out de 2013

Os seios

A última vez que Olavo olhou no relógio ia dar cinco horas da manhã. Sete horas, teria que acordar para trabalhar. Rolou na cama a noite toda. Não conseguia parar de pensar nos seios de Elisa. Elisa era a irmã mais nova de sua namorada, Roberta. A moça de vinte anos, além de bonita, sorriso perfeito, olhos verdes e longos cabelos loiros, tinha os seios rijos. Os bicos pareciam luzes coloridas piscando na direção dele. A visão daqueles doces e convidativos seios, o deixou alucinado. Ele não conseguiu mais se esquecer do dia  em que olhou aqueles dois bicudos faróis prontos para serem sugados.
Era uma sexta-feira enluarada. Olavo  estava com Roberta no restaurante quando Elisa apareceu ao lado de uma amiga, vestida com uma blusa branca transparente, sem sutiã. Depois da cena que o deixou babando, não conseguiu mais comer, dormir, nem trabalhar . O par de seios de Elisa tornou-se uma obsessão na vida dele. A relação com Roberta ficou em segundo plano. Ele só pensava em ver novamente Elisa e seus lindos seios.
Tornaram a rever-se uma semana depois, numa festa em  família. Ele não conseguiu tirar os olhos dos seios da irmã de sua namorada. Roberta o pegou várias vezes olhando na direção dela. Não desconfiou . Ou era muito desligada ou confiava muito nele. O fato é que Olavo sonhava e tentava arrumar uma maneira de, ao menos uma vez, tocar nos seios convidativos de Elisa. Sabia que se isso não acontecesse, seu desejo aumentaria cada vez mais. Tinha medo de enlouquecer. Enfartar. No trânsito,  quase bateu no carro da frente uma vez indo para a  academia. Estava tão distraído, pensando nos seios de Elisa,  que não reparou o sinal fechado.
Tinha que arrumar um jeito e urgente,  de tocar nos seios da cunhada. Ao menos nos bicos que o submetiam a verdadeira tortura sensual. Porém, não podia pedir  para deixar ao menos, acariciá-los sem maldade. Corria o risco de levar um tapa e ainda ver seu namoro com Roberta terminar. Amava Roberta, mas os seios de Elisa, o levavam para mundos cheios de luxúria, prazer e dor. O desejo era quase que,  incontrolável.
 A obsessão era tanta  que chegou a consultar um amigo psicólogo. O amigo aconselhou-o a ler um livro de culinária quando pensasse nos seios da cunhada. Aprendeu a fazer muitas receitas. Fez algumas e convidou Roberta para experimentar. Ela estava adorando o lado cozinheiro de Olavo, mas apesar das receitas, do seu dom para a culinária, a distração não obteve resultado. Imaginou , certa vez, estar servindo os seios de Elisa,  rodeados de abacaxi em calda. 
Assustado, acreditou que seu caso era espiritual. Procurou então, um Pai de Santo. Pediu conselho. A entidade riu dele. Ninguém o levava a sério. Só ele poderia se salvar dele mesmo. Só ele se entendia . Sentia-se sozinho, em meio a milhares de seios. 
Desesperado, teve  uma  ideia simples, mas que talvez, fosse eficaz : levou Roberta e Elisa para um banho de mar . De biquíni , Elisa era ainda melhor. Os seios dela gargalhavam dentro do sutiã. Passou mal ao vê-los. Precisava tocá-los, urgentemente, ou ficaria insano. Estava chegando perto da loucura.
Imaginava seu futuro dentro de um sanatório, gritando desesperado pelos seios de Elisa.
Na praia , colocou seu plano em ação. Chamou a cunhada para um banho de mar. Aproveitou a onda e empurrou-a na água. Fingindo um acidente, conseguiu tirar-lhe o sutiã. Finalmente, ali, na água, entre uma onda e outra, tocou nos seios apetitosos da cunhada. Por segundos chegou ao paraíso. Fingiu-se de inocente, desculpou-se pelo acontecido, depois ajudou-a a colocar o biquíni. Elisa voltou para a  areia, contando para a irmã que ficara sem o sutiã dentro da água. Não contou, porém,  que Olavo quase arrancou-lhe os seios fora .
No final da tarde foram pra casa. No carro, Olavo dirigia em silêncio. Quando olhava pelo espelho retrovisor, sentia o olhar cúmplice de Elisa.  Será que ela havia descoberto que ele tirara-lhe o sutiã de  propósito ? Contaria para Roberta ?
As irmãs saíram do carro ao mesmo tempo. Roberta despediu-se de Olavo com um beijo provocante. Mas ele só pensava nos seios da cunhada. Deu partida no carro, mas logo desligou o motor. Elisa se  aproximou e pediu para Olavo  abrir o vidro . Pegou no banco de trás uma sacola plástica que esquecera. Antes de partir, olhou para ele e deu um sorriso. Um sorriso malicioso. Um sorriso de quero mais. Cúmplice.
Aquele sorriso deixou Olavo em estado de choque. “ Será que ela queria nova rodada de massagem nos seios ?” E assim, cheio de dúvidas e com o tesão gemendo no  corpo, ele acordou sete horas para trabalhar . Dormiu somente duas horas. Os seios de Elisa eram os responsáveis por sua noite insone e insana.