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25 de nov de 2012

Desconfiança de pai


Deocleciano Eduardo andava de um lado para o outro esfregando as mãos. A respiração ofegante incomodava quem estava por perto. Olhava para o relógio impaciente.  Até que a sogra o fez sair do transe :
-Deocleciano, pára de andar de um lado para o outro ! Tá me irritando.
-          Dona Adélia, a senhora  não está nervosa ? É seu primeiro neto !?
-          Mas não nessa ansiedade. Quase derruba a enfermeira. Você devia estar na sala de parto junto com a minha filha !?
-          Não tenho coragem !  Se aqui fora estou assim, imagina  lá dentro ? 
Os dois travavam um diálogo nervoso , quando  chegou a enfermeira  com um sorriso  largo :
-          Parabéns ! O meninão nasceu com  3 quilos e 800 gramas.
Quando Deocleciano viu a pediatra com o bebê no colo,  gritou maternidade á fora:
-Meu filho...meu filho..!!
 Tios, cunhados, sogro, sogra, todos num abraço apertado comemoraram  a chegada ao mundo de Deocleciano Eduardo Junior.
Eduardinho Junior foi para  casa num clima de amor e aconchego. Com um mês de vida, o menino esbanjava saúde. Tio Noel , irmão de Esmeralda, mãe do bebê, era o único da família que ainda não tinha  visitado Eduardinho.
Noel chegou a casa da irmã acompanhado da esposa . Estava  cheio de presentes para o sobrinho:
-          Deocleciano, cadê o garotão ? Tô doido para conhecer meu sobrinho. Não via a hora de chegar de viagem....
Noel correu para o quarto da irmã e foi direto ao berço de Eduardinho Junior. Pegou o menino nos braços, beijou, abraçou e fez gracinhas. Esmeralda aproveitou a presença do irmão e da cunhada e foi até a cozinha pegar a mamadeira do menino. Nisso , quando entra no quarto, Deocleciano escuta um comentário de Noel para a esposa :
-          Não acredito Mirtes :  Eduardinho vai ser gay.
-          O que é isso ? Como você pode falar assim de um bebê de um mês ?
-          O olhar dele.....conheço o olhar. Trabalho com turismo. Viajo o mundo todo e  conheço gay pelo olhar. Não erro !
Mirtes bateu no móvel três vezes:
-          O que é isso !? Não diga uma coisa dessas.
Deocleciano ficou furioso. A vontade que teve foi de ir as fuças do cunhado e gritar que  seu filho jamais seria gay. Era um pecado prever uma coisa dessas de um recém- nascido ! Foi até a sala e  respirou fundo . Voltou para o quarto recomposto.
Desse dia em diante , Deocleciano mudou. As palavras do cunhado não saíram mais da cabeça dele. Pensava noite e dia : - Será um castigo de Deus ?  Logo ele : um homofóbico assumido ?
Desabafou com a irmã Nancy, uma solteirona católica apostólica romana, frequentadora da missa das 6 :
-          Nancy, Deus castiga ?
-          Por que essa pergunta ? Você não gosta de falar de religião!?
-          Eu preciso me abrir com alguém. Vou sufocar. O Eduardinho é gay !
-          Tá maluco ? Como você diz uma coisa dessas  do  meu sobrinho ?
-          Quem falou foi o Noel. Escutei uma conversa dele com a Mirtes...disse que reconhece pelo olhar...
-          Que pecado !! Deus castiga, sim , mas não no seu caso. Calma , vou rezar por você.
As orações da irmã não surtiram o efeito desejado. Deocleciano tinha pesadelos com o filho. Ele imaginava Eduardinho Junior já rapaz, apresentando o namorado alto e musculoso  :
-          Papai, apresento-lhe  meu namorado Raul.

Via-se na rua servindo de chacota para a vizinhança:
-          Lá vai o pai do Eduardinho bicha....
Acordava suado e  olhava para Esmeralda que dormia profundamente. Tinha vontade de sacudir a esposa e tomar satisfação :
-          Você me deu um filho bicha....Tá me ouvindo ?! O que eu fiz pra você ??
Pensava no ridículo da situação , ia até a cozinha, bebia um copo de água e adormecia  até a hora de trabalhar. Saía e não se despedia de Esmeralda :
-          Deozinho...você tem andado muito estranho. Não pega mais o Eduardinho no colo  e nem me dá beijinho de despedida...
-          Tô com pressa. Depois a gente se fala !
Na verdade, Deocleciano não tinha coragem de encarar  o filho. As palavras do cunhado martelavam-lhe na  cabeça dia e noite:
-          No duro, o garoto é gay. Conheço pelo olhar.
No trabalho, Deocleciano  olhava horas para o nada. Os colegas notaram:
-          Depois do nascimento do Eduardinho Junior seu rendimento caiu. Seu Araújo outro dia comentava. Ele vai demitir você, abre o olho.
Deocleciano fez cara de quem não se preocupava com a demissão e perguntou ao colega:
-          Você tem filho ? Qual a idade dele ?
-          Está com 16 . Por quê ?
-          Ele é gay ?
O colega disse um monte de impropérios para Deocleciano. Se seu Araújo não chegasse  na hora, partiriam para a agressão física. Deocleciano foi encaminhado para a psicóloga da empresa.
Dona Regininha era conhecida por suas idéias modernosas :
-          Seu Araújo me disse que o senhor era um excelente funcionário, mas está com problemas particulares e caiu de produção. O que aconteceu  ?
-          Meu filho é  gay.
-          Qual o problema em ter um filho gay  ?
-          Eu digo que o meu filho é gay e a senhora pergunta qual o problema ? Francamente...
-          Ter um filho gay é normal. Esse preconceito foi superado pelas famílias. O importante é ser feliz. Seu filho é feliz ?
-          Não sei. Faz um ano de vida daqui a duas semanas.
A psicóloga licenciou Deocleciano. Na mesma noite, Deocleciano acordou de madrugada e foi até o bercinho do filho. O menino dormia serenamente. Deocleciano fez menção de pegá-lo. Uma besteira monstruosa passou-lhe pela cabeça . Olhava para o filho no berço e para a esposa na cama. A boca seca, apertava os olhos, abria e via tudo embaçado. Correu até o armário, fez a mala,  pegou documentos, cartão de crédito, fechou a porta com cuidado para não acordar Esmeralda e partiu de carro, sem rumo.
Quando a mulher acordou e não viu o marido, foi até o berço e colocou o filho no colo. O bebê chorava de fome.
Deocleciano nunca foi localizado pela família . Eduardinho Junior cresceu sem pai.  Para compensar a falta do marido desaparecido, Esmeralda encheu o filho de mimos e fez-lhe todas ás vontades.
Aos 22 anos, Eduardinho Junior é um belo rapaz . Disputadíssimo por lindas mulheres. Se tornou o estilista mais jovem da cidade !

12 de nov de 2012

A Vingança


                                                    
Nancy  e Norma   eram amigas desde  a adolescência. Conheceram-se  na  escola  e daí  não se largaram mais. Pareciam almas  gêmeas. Tiravam até as mesmas notas. Uns diziam que colavam. Elas se defendiam e respondiam que era pura afinidade . Mas alma gêmea também briga. Um dia elas se desentenderam. 
As divergências começaram  quando passaram para a mesma Universidade. As duas escolheram Economia  e ficaram na mesma sala.
Apaixonaram-se também  pelo mesmo homem:  Cecilio. Moreno, olhos castanhos claros, sorriso comercial de creme dental e pernas grossas . Norma  saiu na frente. Confessou  a paixão para Nancy:

-              Amiga. Dessa vez é para valer . Estou muito interessada no Cecilio.
-              No Cecilio  ? Mas ele  tem namorada .
-              E daí ??? Isso não impede que eu fique interessada nele.
            
Sempre que Norma falava de Cecilio,  Nancy tirava-lhe as esperanças :
-              Esquece o Cecilio , ele não quer nada com você. Só porque te deu carona , ele está interessado ?  É moço educado. Coisa rara hoje em dia. Controle sua carência, amiga.
-              Não é  só  isso. Ele me deu um sorriso,  um olhar de penetrar na espinha e pediu o número do meu celular.
-             
Despeitada , Nancy  não deixava  Norma acabar de falar . Mudava de assunto. Até que um dia, Norma resolveu brigar com a amiga :

-Sabe de uma coisa  Nancy ? Você me enche tanto o saco com essa história do Cecilio não gostar de mim, de ter  uma  namorada  ciumenta , e outras coisas mais, que eu acho que você está  apaixonada por ele também.
E estava mesmo. Mas Nancy  não tinha coragem de confessar seu amor . Principalmente porque acreditava  que Cecilio, queria Norma. Ela tinha medo de entrar na disputa e perder.

Ficou na dela.  Parou de falar mal de  Cecilio . Viu o início do namoro entre Norma e  Cecilio. Acabou  se consolando nos braços de Ismael. Casou  com Ismael antes do casamento de Norma.   Mesmo depois de casada e com um marido carinhoso, não conseguiu  tirar  Cecilio do coração.
Ia para a cama com o marido  pensando no outro . Quando, então,  Norma anunciou seu casamento com Cecilio o mundo veio abaixo para ela :
-              Amiga...quero que você seja madrinha do meu casamento com o Ceci....sei que no início do nosso namoro você não gostava dele, mas agora você já até casou com o Ismael....
-              Madrinha ???? Mas se você acha que eu não gosto do seu futuro  marido. .como eu vou ser MADRINHA do seu casamento !!!!????
-              Esquece o passado. Você ainda é minha melhor amiga, apesar dos desentendimentos.

Não teve outro jeito. Mesmo contrariada, aceitou ser madrinha. Doeu no peito o convite. Chorou a noite toda. Ismael não entendia o motivo. Nancy foi dormir na sala :
-              Não te interessa. A vida é minha . O problema é meu . Vou dormir na sala, me deixa seu idiota.

O dia do casamento chegou. O desespero bateu no peito de  Nancy. O homem que ela amava ia se casar com sua melhor amiga. Sempre foi covarde. Nunca teve coragem de confessar seu amor, nunca teve coragem de lutar pelo homem  dos seus sonhos. Agora seu castigo era aturar o Ismael.
 Andava de um lado para o outro. Confusa e sem vontade de nada. Nem foi ao salão fazer as unhas e o cabelo. Sentia-se fraca, deprimida, com sono. Muito sono.
Num acesso de loucura decidiu procurar Cecilio .  Cedeu aos caprichos  do coração. Nunca tinha ido  a casa dele. Eram duas da tarde quando chegou na partaria do prédio. Deu meia volta  para ir embora. Pensou :
-              Não ...agora é loucura. Ele vai se casar com minha melhor amiga. Eu estou casada. O Ismael é um traste , mas é meu marido....tenho que colocar juízo na cabeça. Preciso ir embora.

Só que, o diabinho martelava na cabeça  dela. Era  insistente  e falava : toca o interfone. Toca. Anda.Tá esperando o quê ?

 Tocou o interfone. Cecilio atendeu.  Nancy disse que precisava lhe falar com urgência.  Nancy subiu com o coração aos pulos. Cecilio abriu a porta.  Nancy  desabafou :
-              Desculpe  eu vir aqui no dia do seu casamento. Sei que não devia...
-              Fala logo...deixa de suspense...o que é ?
-              Sempre fui apaixonada por você .Nunca tive coragem de confessar. Fiquei com medo. Você é o homem da minha vida .Pronto. Falei.

Cecilio não demonstrou  surpresa. Balançou a cabeça dizendo baixinho :
-              Eu sabia...eu tinha certeza....
-              Como ? Você sabia que eu gostava de você ?
-              Sempre soube. Sentia pelo seu olhar. Norma sempre dando em cima...e eu esperando você confessar seu amor . E  Norma dando em cima. Fiquei com ela para te fazer raiva. Você  se casou com o Ismael. Fiquei com ódio . Pedi  Norma em casamento...
-             
Nancy ficou tonta De repente tudo escureceu. Quase desmaiou. Tentou agarrar  Cecilio ,  ele a empurrou :
-              Sai pra lá...agora caso com a sua  amiga, essa é a minha vingança. Vou casar com a sua amiga. Esse é o preço que você vai pagar para deixar de ser covarde .Agora é tarde !
Nancy chorou  Tentou argumentar. A cabeça apertou. O coração batia acelerado....

Cecilio empurrou Nancy para o corredor e fechou a porta . A  pobre apaixonada ficou sentada em frente  a  porta , igual  cachorro de rua , implorando carinho. Amor. Atenção.

No interior do apartamento ,  Cecilio colocou música funk no último volume  para não escutar a choradeira . Quando ele abriu a porta, estava de terno. Pronto para o casamento. Empurrou Nancy e ainda cuspiu-lhe na cabeça  e  foi se casar com Norma.

Nancy  saiu desesperada  pelas ruas, babando de tanto chorar e berrando o nome do amado.  Uma  Van   atropelou-a em plena  Nossa Senhora de Copacabana. Levada para o hospital, ficou duas semanas em coma. Porém, se recuperou.

Quando abriu os olhos  no quarto, viu  Ismael, Cecilio e Norma rezando de mãos dadas.  Os três sorriram quando perceberam que ela havia acordado  . Pareciam felizes pela sua recuperação. Nancy deu um sorriso amarelo, reparou  a aliança de casamento nos dedos de Norma  e   de Cecilio .  Desanimada, se   virou para o lado e dormiu novamente.

7 de nov de 2012

Tarde quente de sábado


Lindo sábado de sol. Acordei desmotivada e sem ânimo para nada. Antonio, meu marido, está num Congresso em Salvador. Não pude acompanhá-lo. Aniversário de minha  irmã no domingo. Prometi ajudá-la no almoço.  Quem mandou  prometer ? Agora  fico sábado em casa.
 
Depois do café,  pensei  no que poderia  fazer durante o  resto  da manhã. Abri as portas do armário do quarto  e olhei  durante alguns segundos : “ Quem sabe separar as roupas sem uso ?”  O toque do telefone me fez desistir da operação arrumação . Era Vânia. Minha melhor amiga, chamando-me para um banho de piscina na casa de Helena,  prima do marido . Estava com preguiça.  Ela insistiu e acabou me convencendo.

Por volta do  meio-dia  passou para me pegar na portaria do prédio, acompanhada de  Armando. No caminho, como sempre, os dois começaram uma discussão.  “ cenas de um casamento ?” – pensei. “  Senti um  certo alívio por Antonio ter viajado.

Quando chegamos a casa, fiquei  impressionada . Grande e acolhedora,  com uma enorme piscina e um  jardim bem cuidado, com uma linda roseira enfeitando-o .  Fomos  recebidas por  Helena, dona da casa . Simpática,  nos apontou um vestuário na área da piscina. Assim que fiquei pronta, Helena me chamou para ficar ao lado dela  na  espreguiçadeira  .  Logo Armando e Vânia se juntaram a nós. A conversa estava animada quando chegou o filho da  nossa  anfitriã , acompanhado da namorada. “ Que pedaço de mau caminho”  - pensei.

Adoro  rapazes mais jovens. Quando transo com Antonio , fantasio que estou  na cama com os rapazes  da academia, onde faço musculação. Aquele era um belo rapaz.  Orgulhosa da beleza do filho,  Helena  nos apresentou.

Evaldo, era o nome dele . Professor de educação física , Um metro e oitenta. Moreno. Cabelos pretos.  Olhos esverdeados. Vinte e três anos. Pele bronzeada. Braços, bíceps e  tórax  torneados.  A namorada , Priscila, moça sem graça, sentou-se  ao lado de Helena.  Cheia de  inveja ,  pensei : “ Além de sem graça, é uma puxa saco. “ Peguei um canapé e antes de colocá-lo na boca,  percebi  o olhar de Evaldo deslizando em meu corpo  . “ Será mesmo, ou é impressão minha ?’”
Observei. Não, não era impressão. Ele não tirava os olhos das minhas pernas. Trinta e oito anos. Sempre tive pernas bonitas. Evaldo  passou a língua pelos lábios e me mandou um sorriso sacana.  Corajoso o moço. Na frente da namorada. Correspondi. Ficamos flertando sem que ninguém percebesse. Aquele jogo começou a me excitar.
Fiquei mais excitada ainda quando ele passou perto de mim e esfregou a perna musculosa e viril , na minha . Cheguei a prender a respiração. “ Ora, ora, o garoto não está para brincadeira”. Sentado ao lado da namorada, alisava as pernas dela e olhava pra mim. Fiquei com vontade de pular em cima dele e enchê-lo de beijos . Na verdade, seria uma delícia brincar com os dois. Imagina....eu e ele nos acariciando e a namoradinha , excitada, presenciando ? Adoro platéia. Embora nunca tenha experiamentado.
 Eu estava pensativa quando Vânia me  desconcentrou :
- Morreu ? Responde a minha  pergunta.
- Desculpe. Estava longe. Fala.
- Você  vai  no casamento da Marisa ?
- Devo ir. Depende do Antonio.
Voltei  a olhar para o filho de Helena . Ele conversava  com a mãe e Priscila. Eu estava excitada demais para deixar o  jogo terminar sem um festinha íntima . Aproximei-me  dele, e  ousei  :
- Posso  ver a medalha no seu  pescoço ? Parecida com a do  meu marido .
- Claro. Pode pegar.
Quando me abaixei para pegar na medalha, senti o perfume de Evaldo . Fiquei ainda mais excitada. Eu o queria para mim e  estava disposta  a consegui-lo. Ali, na frente de todo mundo. Adorava correr perigo. Jogo de sedução. Fingindo descuido, deixei minha mão escorregar pelo peitoral  forte e  raspado dele. Olhei para a namorada. Ela não gostou. . Eu adorava ceninhas de ciúme. O ciúme dela só fez aumentar o meu desejo .  Lancei-lhe um olhar desafiador.  A disputa me deu mais tesão.  Para provocá-la, cheirei o pescoço dele:
- Delícia.  Perfume igual  ao do meu marido.
A garota se aproximou do namorado.  Saí de perto, mas antes passei por ela, e sorri maliciosamente. Ficou acuada. Eu queria os dois. Seria loucura. Mas eu queria. Tinha que arranjar uma maneira de ficar sozinha com eles.
Três da tarde, Helena  nos chamou para almoçar . Depois do almoço, pedi licença e disse que iria ao vestiário na área da piscina pegar minha bolsa. Encarei  Evaldo  e o chamei com os olhos para me acompanhar. Não  demorou muito, eu estava no vestiário, quando ele apareceu. Senti a porta se abrindo e um bafo  quente no meu pescoço :
- Queria falar comigo ?
- Não é bem falar. Queria.....
Virando- me para ele , ia dizer mais alguma coisa, mas Evaldo não me  deixou completar a frase.  Com uma respiração rápida e curta,  me jogou de encontro a parede e me beijou.
- Sabia que eu fiquei  louco assim que te vi ?
Sorri e pedi que continuasse me beijando. Ele esfregava excitado o corpo dele no meu. Baixou a sunga. Peguei  o pênis dele e  esfreguei   nas minhas coxas , enquanto pressionava meus seios no peito dele.
Eu estava de frente para a porta. Ela  estava entreaberta. Uma pequena fresta.  Dois olhos nos vigiavam. Era ela, a namorada de Evaldo nos observando.  Vê-la ali, em silêncio, me deixou mais excitada .
Enlouqueci, quando  ele pegou meu biquíni, colocou de lado com as mãos e me penetrou. Fazia força e me levava para o alto. Eu gemia de prazer. Ofegante, passei a  lamber- lhe a orelha. Queria arranhá-lo todo. Eu fazia força contra o corpo dele. Naquele instante queríamos entrar um por dentro do outro.  Vi quando a  namoradinha dele, encostou a porta e saiu  . Nervosa, talvez, deixou alguma coisa cair. Assustado, ele me perguntou :
- Quem é ? Você viu alguém ?
- Nada. Continua – implorei com a voz rouca.
Então Evaldo  me penetrou novamente e gozou igual a um lobo faminto.
-  Você é um furacão.
- Que nada, você que é.
- Loucura a nossa, hein ?
- Vamos voltar ? Devem estar nos procurando  – Eu disse sorrindo , ajeitando meus cabelos e meu biquíni.
Quando voltei  para sala , ele estava  ao lado da namorada. Sentei-me em frente a eles e fiquei observando a jovem. Meu objetivo agora, era ir pra cama com os dois. Ia conseguir.  Finalmente realizaria minha fantasia. Um dia. Questão de tempo.
Helena nos serviu a sobremesa : um delicioso mousse de maracujá.  Comi lambendo os lábios.